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Guilherme Marinho

Prazer,

Guilherme
Marinho, Psicólogo e Neuropsicólogo em Guarulhos

Eu poderia começar esse texto falando das minhas formações, especializações ou da abordagem que utilizo. Mas, sinceramente, acho que nenhuma dessas coisas explica de verdade por que escolhi escutar pessoas.

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A verdade é que, antes mesmo da psicologia existir como profissão na minha vida, eu já ocupava esse lugar sem perceber. Desde muito novo, as pessoas me procuravam para conversar. Não necessariamente porque eu tinha respostas mas porque, de algum jeito, elas se sentiam compreendidas. Eu era aquele amigo que percebia as coisas, eu prestava atenção nas entrelinhas, e mesmo aquele amigo que se fazia de forte eu conseguia enxergar e entender a dor que ele carregava.

Durante um tempo achei que meu caminho seria a medicina. Passei anos me preparando para neurocirurgia. O cérebro sempre me fascinou: memória, comportamento, emoções, consciência. Eu queria entender o ser humano. Mas então um amigo me disse: "Você é humano demais pra trabalhar causando dor, mesmo que seja pra curar."

Na época aquilo me frustrou. Hoje, faz sentido. O que eu queria mesmo era compreender as pessoas. E compreender as pessoas vai muito além do que elas conseguem explicar.

O que me trouxe até aqui

Carl Gustav Jung
Carl Gustav Jung

Muitas vezes, quem chega na terapia já está cansado. Cansado de parecer funcional. Cansado de tentar controlar a própria mente. Cansado de se sentir intenso demais, sensível demais, vazio demais, ansioso demais ou simplesmente cansado de não conseguir mais se reconhecer.

E eu acho que talvez uma das coisas mais importantes no processo terapêutico seja justamente encontrar alguém diante de quem você não precise se defender o tempo inteiro. O ser humano não precisa se encaixar em rótulos prontos. E o meu trabalho é entender a história que existe por trás dos sintomas.

Às vezes a dor aparece como ansiedade, impulsividade, como um silêncio que a pessoa não consegue explicar. E às vezes ela aparece em excessos: comida, sexo, relacionamentos, trabalho, distrações, necessidade de aprovação, dificuldade de parar. O comportamento sempre comunica alguma coisa.

Foi isso que me aproximou da Psicologia Analítica de Jung ainda muito cedo. Enquanto minha mãe estudava arteterapia, eu acabava mergulhando junto naquele universo de símbolos, emoções e inconsciente. E aquilo me fascinou. Porque existem dores que não conseguem ser ditas de forma lógica. Mas aparecem em sonhos. Na forma como alguém se relaciona. Nos medos que se repetem. Na sensação constante de vazio. Na autocobrança. Na dificuldade de pertencer. Na necessidade de ser amado a qualquer custo.

Às vezes a pessoa não sabe explicar o que sente, mas consegue dizer: "Parece que minha mente nunca se cala." Ou: "É como se eu estivesse sobrevivendo no automático." E muitas vezes é aí que começamos.

Me formei em Psicologia em 2020 pela UNIP. De lá pra cá não parei muito, fiz pós-graduação em Psicomotricidade pelo Centro de Estudos em Psicologia, Neuropsicologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e atualmente estou cursando especializações em Sono pelo Einstein e em Memória. Sigo estudando continuamente porque acredito que compreender o ser humano exige sensibilidade, sem deixar de ter responsabilidade. Mente, corpo, emoções e comportamento nunca funcionam separados, está tudo interligado.

Sobre o meu jeito

Dizem que trago leveza até para assuntos difíceis. Eu acredito que acolhimento também pode existir sem rigidez, sem distância e sem aquela sensação fria de estar sendo apenas analisado.

Terapia, para mim, é encontro. É um espaço onde você pode finalmente baixar a guarda. Onde não precisa parecer forte o tempo inteiro. Onde até aquilo que você sente vergonha de sentir pode existir sem julgamento.

Acima de qualquer formação, existe algo em que acredito profundamente: ninguém deveria precisar carregar a própria dor sozinho.

Farol

Se você chegou até aqui, talvez uma parte sua esteja procurando exatamente isso. E talvez seja um bom momento para começarmos uma conversa.

Vamos conversar?